Já a algum tempo, talvez desde pouco tempo de lançado, que um Grande amigo meu insitia para que eu lesse "A Cabana", livro de William P. Young. Confesso que por n's motivos foi adiando a leitura embora soubesse já que se tratava de uma excelente obra, visto que conheço bem o meu amigo e sei como ele é exigente. Como num desses lances da vida que não entendemos minha mãe ganhou de meu sobrinho o livro a algum tempo e só agora comecei a ler. Interessante que não fazem três dias que isto ocorreu e já li praticamente metade e porque, trabalhando o dia todo, não consigo me dedicar a ele com gostaria.
E embora tenha certeza de quão cedo é, e que provavelmente muitos outros trechos vão me empolgar confesso que tem dois em especial que me fizeram sentir uma espécie de emoção difícil de descrever. Uma delas é a que transcrevo agora: "Lembres-se das muitas vezes em que escolheu sentar no chão para facilitar um relacionamento, para honrá-lo. Mackenzie (personagem principal da trama), você faz isso frequentemente. Você não brinca com uma criança ou colore uma figura com ela para mostrar superioridade. Pelo contrário, você escolhe se limitar para facilitar e honrar o relacionamento. Você é até capaz de perder uma competição como um ato de amor. Isso não tem nada a ver com ganhar e perder, e sim com o amor e respeito".
A pergunta não é quantas vezes nos dias de hoje nos permitindo isto, e sim, quando nos permitimos não temos uma sensação de sermos especiais ? De sermos vivos ? De sermos amados ? Na verdade um dos grandes males da humanidade hoje é o egoísmo, no entanto não consiguimos ser humanos sempre, nem tão pouco santos, não conseguimos ser individualistas o tempo todo nem altruístas. E vamos caminhando em uma corda banba sobre dois mundos, um de cada lado, e embora temos a real noção de qual dos dois lados extrairia um sorriso espetacular de nossa face nos deixando em extase insistimos em quando não permanecemos na corda banba, pulamos do lado que sabemos não será tão feliz.
Pense nisso na próxima vez que puder se agachar para brincar com uma criança tendo esta frase como figura de linguagem, e como diria o mestre Luiz Gonzaga Jr, o eterno Gonzaguinha: "eu fico com a pureza na resposta das crianças, é a vida, é bonita e é bonita.
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